A
Informática está presente em quase tudo que nos cerca. Está
em um forno microondas, por exemplo, quando programamos o tempo de aquecimento
de um alimento, ou ainda em um aparelho de som ou TV, quando aumentamos
o volume ou desligamos com o controle remoto. Hoje em dia existem até
elevadores inteligentes, programados para “decorar” os hábitos
das pessoas no edifício, de modo que possa “antever”
quando alguém irá chamá-lo até um andar.
Na verdade, a informática existe para nos servir: reduzir o tempo
em que digitamos uma carta, aumentar a certeza de nossos cálculos,
diminuir o consumo de energia nessas operações e baratear
o preço das coisas e serviços. Daí o seu nome, Informática:
Informação Automática.
Foi a partir de meados dos anos setenta que os computadores ganharam fama.
Nesse período, avanços tecnológicos e pesquisas científicas
foram capazes de produzir circuitos elétricos cada vez mais aperfeiçoados,
possibilitando miniaturizar o computador tornando-o mais barato e acessível.
A partir desses avanços chegamos ao que é hoje conhecido como
o Microcomputador, ou PC (Personal Computer), uma máquina pequena,
capaz de desenvolver os mais sofisticados trabalhos, e que se aperfeiçoa
cada vez mais.
Tipos de Computadores
Os computadores se destinguem pela sua finalidade e porte, se dividindo ao longo desse período em seis tipos básicos:
MAINFRAME Conhecidos dos anos setenta, eram computadores de grandes empresas, realizando grandes tarefas e ocupando espaços formidáveis, como salas inteiras.
COMPUTADORES EM REDE, SERVIDORES E CLIENTES São computadores capazes de servir diversas máquinas ao mesmo tempo. Possibilitaram empresas difundirem a utilização do computador entre seus funcionários e setores.
WORKSTATION São muito utilizados por pessoas ou empresas que necessitam de um computador veloz e capaz de realizar muito trabalho ao mesmo tempo. Essa é sua principal característica.
PC O Computador Pessoal é o responsável pelo sucesso da informática entre as pessoas e empresas atualmente. Cada vez mais barato e acessível, realiza as principais tarefas rotineiras e as mais avançadas. É o objeto de nosso estudo.
NOTEBOOK São computadores portáteis, cabem em uma pasta e são importantes para o trabalho de campo de um serviço ou a movimentação dos seus dados, pois podemos levá-lo a qualquer lugar.
PALMTOP Têm sido o maior sucesso nas recentes Feiras de Informática. Como o próprio nome diz, cabem na palma da mão e realizam quase todas as tarefas de um PC.
Hardware e Software
O termo “Computador” é utilizado hoje em dia para nos
referirmos a um conjunto de componentes que, juntos, formam a “máquina”
que conhecemos.
Esses componentes se dividem em duas partes principais: Hardware e Software.
HARDWARE É a parte mecânica e física da máquina, com seus componentes eletrônicos e peças.
SOFTWARE São conjuntos de procedimentos básicos que fazem que o computador seja útil executando alguma função. A essas “ordens” preestabelecidas chamamos também de programas.
É a combinação de Hardware e Software que faz nosso computador funcionar como conhecemos, tomando forma e fazendo as coisas acontecerem, como se tivesse vida. Sem um ou outro componente o computador não funciona.
Vamos ver agora os principais componentes físicos do computador:
A CPU ou o Processador
O cérebro de um computador é o que chamamos de Processador
ou CPU (do inglês, Unidade Central de Processamento). O Processador
nada mais é que um Chip, formado de silício, onde uma combinação
de circuitos controla o fluxo de funcionamento de toda a máquina.
Quando “mandamos” o computador imprimir uma página de
algum documento digitado, por exemplo, é o Processador que irá
receber esta ordem, entendê-la, enviar um comando para que a impressora
funcione e imprima.
No chip do Processador estão as instruções de como
ele deve se comunicar com os programas que você estiver usando e a
quem e como ele deve enviar as instruções que você executa
no programa.
O Processador principal fica localizado em uma placa denominada Placa-Mãe,
junto com os circuitos elétricos que interligam a placa ao conjunto
de componentes do computador.
Marcas e tipos de Processadores
Existem diversos tipos de marcas e fabricantes de Processadores no mercado,
dentre eles a Intel, Power PC, Cyrix, AMD, dentre outros. Atualmente a Intel
é a principal fabricante de processadores para PC. Ao mesmo tempo,
você já deve ter ouvido falar de números ou nomes como
8088, 286, 386, 486, Pentium, MMX, etc. São todos modelos dos Processadores
da Intel já fabricados nos últimos anos.
Os Processadores são conhecidos também pela sua Velocidade,
ou como os dados são transmitidos em um computador.
Como em uma Linha-de-Produção, há uma velocidade em
que os componentes do computador comunicam-se entre si. Essa velocidade
pode variar em cada modelo. Por exemplo, existe o Pentium 100 e o Pentium
200. Significa que o processador Pentium da Intel processa dados a uma freqüência
de 100 ou 200 Mhz.
A Memória RAM
Outro componente fundamental do Computador é a Memória RAM
(do inglês Random Access Memory, ou Memória de Acesso Aleatório).
Quando falamos em memória de um computador estamos nos referindo
a Àrea de Trabalho do Processador. É na RAM que o Processador
realiza seus trabalhos, definidos nos programas, por exemplo.
A RAM é composta por diversas pequenas Placas, também formadas
por chips, que juntos somam o total de memória existente em um computador.
Quando ligamos nosso computador e executamos um programa, o Processador
armazena-o temporariamente na memória, para melhor lidar com suas
instruções. A RAM é também chamada de memória
volátil, porque os dados que são armazenados nela, não
permanecem quando desligamos o computador. A RAM é apenas para trabalho.
Para um bom funcionamento de um computador e de seus programas, quanto mais
memória, melhor. Significa que quantas Placas de Memória a
mais nosso Processador tiver à sua disposição para
armazenar nelas seus dados e realizar ali seus trabalhos, melhor.
Basta imaginarmos o seguinte exemplo: se tivermos a tarefa de fazer um desenho
em um papel, poderemos fazer isso em uma mesa pequena, usando apenas um
lápis e uma folha. Entretanto, se tivermos que construir uma cama,
usando ferramentas de corte e madeira, não poderemos fazer isso em
uma mesa. Será necessário uma sala. Imagine se precisamos
construir um carro, peça a peça, usando centenas de ferramentas
e materiais! Precisaríamos de um pátio de fábrica,
no mínimo. Neste exemplo, você seria o Processador realizando
essas tarefas, as ferramentas que você teria seriam os programas ou
softwares, e os lugares para a realização do trabalho e armazenamento
temporário das ferramentas seria a memória. Portanto lembre-se:
dependendo da tarefa e do tamanho do programa, irá variar a memória
necessária para isso.
Como são medidos os dados
A forma como a arquitetura de um Processador foi elaborada faz com que ele
se comunique apenas através de “chaves” positivas e negativas,
assumindo valores 0 (zero) e 1 (um). Isso significa que para cada ordem
que mandamos o Processador executar, ele realiza milhares de operações
apenas usando as “chaves” 0 e 1.
A menor unidade de informação que um computador pode armazenar
então, é este binômio 0 (zero) ou 1 (um). À este
tipo de informação chamamos Código Binário ou
Bit (do inglês Binary Digit), que é a Linguagem de Máquina
usada pelos computadores. Para cada informação, o computador
utiliza diversos 0 e 1 seguidos: 0011010101001011.
Entretanto, utilizar o Bit como padrão para uma medida de tamanho
de informação seria um tanto cansativo, pois as informações
seriam medidas em milhares de bits.
Por isso, a unidade padrão de medida na informática é
o Byte (Bynary Term, ou Termo Binário), que é o conjunto de
8 (oito) Bits. A um caractere, como uma letra, associamos um Byte.
Exemplo:
CARACTER OU LETRA CÓDIGO BINÁRIO OU BIT
1
BYTE
G = 01011101
Essa
arquitetura não parou aí, pois a medida em que os dados iam
ficando maiores, era necessário aumentar os padrões de medida.
Utilizou-se, então, a base 2 (as possibilidades 0 ou 1) e o expoente
10 para os próximos padrões métricos de dados no computador.
Assim, as grandezas variam sempre a cada 210 ou 1024 bytes:
MEDIDA:
REPRESENTA O MESMO QUE:
Bit 0 ou 1 - menor unidade de dado
Byte conjunto de 8 bits ou 1 caractere
Kilobyte (Kb) 210 ou 1024 bytes
Megabyte (Mb) 210 ou 1024 Kilobyte
Gigabyte (Gb) 210 ou 1024 Megabyte
Terabyte (Tb) 210 ou 1024 Gigabyte
O Disco Rígido ou HD
Se o Processador é quem executa nossas ordens, e é na Memória
que ele trabalha, será no Disco Rígido ou HD (Hard Disk) onde
ele armazenará as informações de modo permanente.
O Disco Rígido (podendo haver mais de um no mesmo computador) possui
em média de 1 Gigabyte a 4 ou mais Gigabytes de capacidade de armazenamento,
e é onde o computador lê as informações que serão
processadas. Essas informações são guardadas sob a
forma de Arquivos, que são a unidade de armazenamento de informação
em discos.
Nossos Arquivos podem ser de Programas, textos, banco de dados, documentos,
etc. E seu tamanho também varia. Quando o processador lê um
arquivo, o armazenando na memória, ele apenas o copia para lá,
permanecendo o arquivo sem modificação no HD, a não
ser que você queira alterá-lo.
A operação de inserir um arquivo no HD chama-se Gravar, e
a de retirar um arquivo chama-se Excluir ou Deletar.
Quando
trabalhamos com o HD gravando arquivos, nosso Disco gira centenas de vezes
por minuto, onde uma cabeça magnética de gravação
insere os dados binários na estrutura do disco, sem sequer tocá-lo.
Para que um Disco possa estar útil é preciso que esteja Formatado,
ou seja, tenhamos criado no Disco os lugares para o armazenamento magnético
de nossos dados.
Podemos comparar um HD a uma estante em nossa biblioteca, onde armazenamos
nossos livros para leitura. É no HD onde nossos Arquivos (livros)
são armazenados.
O CD-ROM
Compact Disc - Read Only Memory (Disco Compacto - Memória Apenas
de Leitura) é uma unidade de armazenamento de dados, mas, como o
próprio nome diz, somente é possível ler o CD.
Em um CD podemos ter música ou qualquer tipos de arquivos. Podemos
ouvir nossas músicas através de um computador multimídia
e ler os arquivos através de nossos programas.
O CD-ROM possui uma tecnologia de leitura ótica, onde o reflexo da
vibração de um feixe de luz no disco produz os números
0 ou 1, transmitindo a informação. Em um CD-ROM podemos ter
até 74 minutos de música ou 650 Mb de dados gravados.
Atualmente existe também o CD-R (Compact Disc - Recordable, ou Gravável),
uma espécie de CD onde é possível gravar apenas uma
única vez.
As unidades de Disquete
Assim como no HD, o computador possui duas outras unidades de gravação
de dados em formato flexível, e onde podemos transportar os dados
gravados. Chama-se Unidade de Discos Flexíveis, e os discos chamam-se
Disquetes, ou Floppy Disk.
Essas unidades são de dois tamanhos: 5 ¼ e 3 ½ , e
armazenam, respectivamente, 1,2 Mb e 1,44 Mb. Da mesma forma que o HD, esses
disquetes, para serem úteis, precisam ser Formatados.
Atualmente a unidade 5 ¼ já não é mais vendida
com os computadores, pois caiu em desuso, mas ainda existem muitos computadores
e disquetes com este formato.
Apesar do Disquete de 5 ¼ ter um tamanho maior, é o de 3 ½
que tem maior capacidade de armazenamento.
As Unidades de Disco Flexível localizam-se na frente do gabinete,
possuíndo um tipo de entrada para cada Disquete, e se chamam Drives.
Além destes, existem outros componentes de seu computador que são responsáveis pela comunicação entre ele e seu usuário.
Periféricos, Interfaces ou acessórios
Chamamos de Periféricos, Interfaces e Acessórios a todo equipamento
utilizado pelo computador para intercambiar dados ou se comunicar com seu
usuário ou com outros computadores. O monitor, teclado, modem, fax,
impressora, mouse, dentre outros, são periféricos de nosso
computador, pois é através deles que ele se comunica.
Quando uma mensagem é exibida na tela de seu monitor, por exemplo,
o computador está se comunicando com você. Por outro lado,
quando digitamos algo no teclado, estamos nos comunicando com ele.
Esses Periféricos são classificados também de acordo
com sua finalidade: se servem para entrar dados ou enviar dados para o usuário
ou para o computador. Chamamos esses periféricos de Dispositivos
de entrada e saída de dados, conforme esta disposição.
Aos periféricos usados para transmitirmos informações
ao computador chamamos de Dispositivos de entrada de dados; aos periféricos
usados para o computador se comunicar conosco enviando dados chamamos de
Dispositivos de saída de dados; e aos que servem tanto para entrada
quanto para saída de dados chamamos de Dispositivos de entrada e
saída de dados.
Esses dispositivos de entrada e saída de dados são fundamentais
para o correto funcionamento de nosso computador. Sem eles, de nada serviria
nosso computador, pois não haveria meios de nos comunicarmos com
ele.
DISPOSITIVO:
TIPO DE COMUNICAÇÃO DE DADOS :
modem / fax entrada e saída de dados
monitor ou vídeo saída de dados
impressora saída de dados
teclado entrada de dados
scanner entrada de dados
mouse, trackball, mousetouch entrada de dados
microfone para multimídia entrada de dados
Modem
O Modem é um acessório responsável por realizar a comunicação
de dados entre seu computador e outro computador ou a Internet através
da linha telefônica. Seu nome vem de sua finalidade: Modulador/Demodulador
de sinais.
Para
se comunicar com outros computadores através do telefone, o modem
transforma os sinais digitais de seu computador em sinais de pulso modulares,
capazes de trafegar em uma linha telefônica e chegar até outro
modem, que irá demodulá-los novamente para outro computador.
Graças ao Modem é possível nos conectarmos à
Internet. Ele foi uma peça fundamental para que a informática
desse esse salto na área de comunicação de dados.
Os modems antigamente eram um aparelho separado do computador. Hoje em dia,
a indústria de informática simplificou o modem e ele é
apenas uma placa somada à Placa-mãe.
Monitor
O Monitor é o principal meio de exibição de dados.
São formados por tubos de emissão de raios catódicos,
que criam feixes de elétrons que são disparados até
a tela revestida de fósforo. A vibração destes feixes
é que faz produzir as centenas de cores existentes em nosso monitor.
O número de cores disponível para exibição em
um monitor depende de sua Placa de Vídeo e da quantidade de memória
desta placa. Com ela você poderá ter monitores que exibam 16,
256 ou 16,8 milhões de cores.
O mesmo acontece com a resolução gráfica, ou o número
de Pixels existente em seu monitor. Um Pixel (Picture Elements) é
a menor resolução de cor ou ponto de luz que sua tela pode
projetar. A depender de sua Placa de Vídeo, seu monitor pode também
ser configurado para reduzir os pontos de emissão de luz, dando uma
maior resolução de tela. Através de seu Sistema Operacional
é possível esta resolução aumentar de 640 x
480 pixels, 800 x 600 e 1024 x 768 por tela.
As Placas de Vídeo com alta resolução são imprescindíveis
se você deseja trabalhar com programas que lidem com cores ou desenhos,
e jogos que necessitem exibir muitas telas em tempo muito rápido.
Existem diversos tipos de monitores hoje em dia, mas o mais utilizado é
o de padrão VGA (Vídeo Graphics Array)
Impressoras
A Impressora é um meio fundamental de exibir seus dados, relatórios,
documentos. Existem basicamente três tipos de impressoras comerciais
hoje em dia:
TIPO DE IMPRESSORA COMO É
MATRICIAL Um cabeçote de impressão se move pressionando uma fita com tinta, que ao encostar no papel, o borra.
JATO DE TINTA Um cabeçote de impressão se move pela página e em cada pequeno ponto de impressão é formada uma bolha de calor que estoura no papel, borrando a tinta.
LASER Imprime borrando em uma matriz de calor formada a partir da imagem do documento.
Mouse, Trackball, Mousetouch
Um dos inventos mais importantes para o uso do ambiente Windows foi o mouse,
que depois acabou se transformando em outras versões.
Com o mouse arrastamos seu Ponteiro pela tela, ativando comandos e programas.
Teclado
O Teclado é nossa principal ferramenta de trabalho com o computador,
e é com ele que digitamos documentos, além de muitas teclas
servirem de comandos de operações em programas e no Windows.
Um teclado pode ter de 102 a 114 teclas, sendo divididas da seguinte forma:
a maioria delas para os caracteres (a-z, 0-9 e acentos, etc.); outra parte
para comandos e funções, e outra parte para digitação
numérica.
Observe suas teclas com atenção, pois possuem muitas funções.
Scanner
O Scanner é um aparelho que digitaliza uma imagem. É como
uma máquina de fotocópia, mas ao invés de copiar, torna
cada ponto de cor em uma imagem digitalizada.
Através do Scanner podemos “extrair” imagens de fotos,
jornais, desenhos, e colocá-las em nossos textos. É uma ferramenta
muito útil para pessoas que trabalham com Editoração
Eletrônica.
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